Mulheres em ação – Viva sua voz! T9
Como medir o impacto de uma jornada de desenvolvimento?
O programa Viva Sua Voz nasceu da convicção de que o desenvolvimento das mulheres passa tanto pelo autoconhecimento quanto pela compreensão dos desafios sistêmicos que influenciam suas trajetórias. Integrar essas duas dimensões permite construir escolhas mais conscientes para a carreira, para as relações e para a vida.
Ao longo de dez encontros, construímos um espaço de aprendizagem, escuta e reflexão. Falamos sobre autoconhecimento, propósito, carreira, inteligência emocional e liderança, sempre integrando esses temas ao letramento sobre os desafios sistêmicos decorrentes do machismo estrutural que impactam a vida pessoal e profissional das mulheres.
Mais do que oferecer respostas, o programa busca ampliar a consciência. Quando compreendemos como crenças e padrões culturais influenciam nossas escolhas, ampliamos nossa liberdade para fazer escolhas mais conscientes e construir trajetórias de vida coerentes com nossos valores.
Mas como saber se uma jornada como essa realmente faz diferença? Como avaliar seu impacto para além do conhecimento compartilhado?
Talvez não esteja nas horas de formação.
Nem na quantidade de conteúdos compartilhados.
Talvez esteja nas palavras que ficam quando ela termina.
Na sexta-feira encerramos a Turma 9 do Mulheres em Ação, programa que desenvolvo no Centro de Excelência Votorantim, inspirado na metodologia do Viva Sua Voz.
Ao final do último encontro, ouvi frases que reforçaram por que continuo acreditando nessa jornada.
“Entrei com muita expectativa e saio com muito mais.”
“Contribuiu para minhas expectativas de me tornar gestora.”
“Foi um espaço de conforto.”
“Quanta coisa boa podemos aprender.”
“O novo ainda assusta, mas a consciência e a coragem de querer fazer diferente nos guiarão.”
“O universo me colocou aqui. Este era exatamente o momento da minha vida em que eu precisava viver essa experiência.”
“O que aprendemos aqui começa a fazer sentido quando se conecta aos acontecimentos da nossa própria vida.”
“Saio hoje uma pessoa melhor, mais feliz do que entrei”
E uma participante resumiu algo que me emocionou profundamente:
“Eu amo pensar, mas pensar em conjunto, com mulheres incríveis, foi um privilégio.”
Ao ouvir essas palavras, percebo que o maior resultado de uma jornada como essa não é a quantidade de conteúdos compartilhados, mas a qualidade das perguntas que cada participante passa a fazer para si mesma.
Quando uma mulher amplia sua consciência, transforma sua forma de se relacionar consigo mesma, com as outras pessoas e com os ambientes em que vive e trabalha. Esse movimento não termina no último encontro. Ele continua, muitas vezes de forma silenciosa, nas escolhas do cotidiano.
Esse sempre foi o propósito do programa.
Criar um espaço de segurança psicológica, confiança e respeito, onde o autoconhecimento e o letramento sobre os desafios sistêmicos enfrentados pelas mulheres caminhem juntos. Um ambiente em que seja possível compartilhar experiências, questionar crenças, ampliar a consciência e construir relações genuínas entre mulheres que, muitas vezes, não se conheciam antes da jornada, independentemente da área, da função ou da posição hierárquica. É nesse ambiente de confiança que o aprendizado coletivo acontece e que redes de apoio e colaboração começam a se formar.
A cada turma, confirmo que não são apenas as participantes que aprendem. Eu também saio transformada.
Obrigada às mulheres da Turma 9 pela confiança, pelas perguntas, pelas trocas, pela coragem de olhar para si mesmas e pelas reflexões que construímos juntas.
Obrigada ao CoE | Centro de Excelência Votorantim pela confiança e por uma parceria construída ao longo de mais de cinco anos.
Desde 2021, o programa tem sido realizado exclusivamente dentro de organizações. Encerrar mais uma turma reforça minha convicção de que criar espaços seguros para reflexão, diálogo e desenvolvimento é uma das formas mais potentes de ampliar a consciência, fortalecer escolhas conscientes e contribuir para a construção da igualdade de gênero. As manifestações de interesse que tenho recebido para uma nova turma aberta me fizeram voltar a refletir sobre essa possibilidade. Se essa jornada despertar algo em você, ficarei feliz em conversar.
Que vocês continuem fazendo perguntas, ampliando a consciência, vivendo sua própria voz e inspirando outras mulheres a fazer o mesmo.